quarta-feira, 28 de outubro de 2009

hoje é um daqueles dias... a realidade bate de frente comigo. é ruim. brutal. como bater de frente com um muro de concreto a 300 km/h.

como pode a realidade me acertar tão intensamente ao mesmo tempo em que ela não me atinge nem um pouco?

minha ficha não caiu AINDA? ou eu não quero que ela caia?

de que adianta? it hurts either way.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

e se um dia ela ousasse esquecer, aqui estaria eu, sua própria conciência, suas memórias escritas, para lembrá-la. um eu-presente que se tornaria eu-passado.
e no presente eu afirmaria: eu sou feliz! agarre-se a esses momentos, lembre-se se que eles valem a pena. lembre-se também de que você tem alguém que a ama, e que a faz muito muito muito feliz.

se um dia eu passado for, saberei que valeu a pena!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

já dizia minha biza: "o que arde, cura. o que aperta, segura"

"...e aquela dor tamanha, que era como se eu estivesse sendo torturado. Era como ser arrastado lentamente sobre um leito de navalhas. Doía tanto, que eu receberia a morte com um sorriso, só para me livrar daquilo."

contradições.

Madame Tussaud era uma senhorita muito solitária, e ao mesmo tempo, tinha muitos amigos e os fazia facilmente. Simpatia e antipatia dançavam em linda armonia no seu lobo frontal.
Completamente segura de si e de suas relações. Mas ao mesmo tempo insegura, descrente do sucesso total. Completamente segura do fracasso iminente.
Simplicidade e complexidade andavam de mãos dadas. O calor e a frieza. A alegria e o desânimo.

E o sofrimento só veio graças ao amor abundante. Na perda. Na falta de.
Como uma droga. Um vício.


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"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."

"Terei toda a aparência de quem falhou, e SÓ EU saberei se foi a falha necessária."

"Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar."

e quem REALMENTE sabe como eu me sinto, o que penso e como sou? se me arrependi verdadeiramente ou não? se quero seu bem ou não? basta-lhe saber que não ganho nada em mentir.











You with the sad eyes
Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don't be unhappy, can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there
minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio
Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.


"Sinto a falta delecomo se me faltasse um dente na frente: excrucitante"

"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e Deus."

"eu te deixo ser, deixa-me ser então"

"Divertir os outros, um dos modos mais emocionantes de existir."
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
"Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar."
"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam."
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não: quero uma verdade inventada.

rifa.

Rifa-se um coração

Rifa-se um coração quase novo.

Um coração idealista.

Um coração como poucos.

Um coração à moda antiga.

Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.

Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.

Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu..."...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".

Um idealista...Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.

Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.

Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.

Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.

Esse coração que erra, briga, se expõe.

Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.

Sai do sério e, às vezes revê suas posições, arrependido de palavras e gestos.

Este coração tantas vezes incompreendido.

Tantas vezes provocado.

Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.

Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.

Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.

Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.

Um órgão mais fiel ao seu usuário.

Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.

Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.

Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.

Um simples coração humano.

Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.

Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

There's a little black spot on the sun today
It's the same old thing as yesterday

I have stood here before inside the pouring rain
With the world turning circles running 'round my brain
I guess i always thought you could end this reign
But it's my destiny to be the queen of pain

I'll always be queen of pain