sábado, 4 de agosto de 2018

Dupla personalidade?

Tantas coisas me passam pela mente, não sei nem distinguir ao certo. Lendo meus textos passados, parecem ser escritos por pessoas diferentes.
Será que é isso ter uma crise de ansiedade? Ter tantos pensamentos distintos e velozes correndo na sua mente que te impedem até de funcionar como ser humano? As funções biológicas básicas parecem agora supérfluas, desnecessárias. São 3 horas da manhã e você está relembrando aquela discussão de 4 anos atrás e pensando em tudo aquilo que você deveria ter dito e não disse.
It's a cruel and vicious cicle. Hurt, anxiety, sadness, happiness, blissfulness, numb. Just numb.

Escrever sempre foi uma excelente terapia pra mim, não sei porque parei.

As vezes eu estou tão feliz e em paz na minha própria pele, contente de estar onde estou, ser quem eu sou.
As vezes eu não quero levantar da cama por que a vida parece uma piada doentia a la "Feitiço do Tempo". Vazia. Estagnada.

Não sei se estou bem no meu próprio corpo verdadeiramente ou se quero me convencer de que estou apenas para não ter o esforço de mudar algo.
Não sei se decidi por mim mesma que não estou feliz com meu corpo ou se a sociedade colocou esse padrão de beleza doentio tão cedo que já não sei mais a diferença.
As vezes queria que alguém se apaixonasse por mim assim mesmo, quando estou no meu pior, porque assim eu teria certeza que essa pessoa não me abandonaria porque engordei.

Não sei se ainda te amo ou se é apenas solidão.
Uau. Como é difícil colocar isso pra fora. Pior do que admitir pra mim mesma seria colocar isso pra fora, admitir pra quem quisesse ouvir. Que mundo cruel é esse, que qualquer sinal de vulnerabilidade e sinceridade é julgado como um câncer?

Como coloca tudo no lugar depois que alguém trai sua confiança e despedaça seu espírito? Como reascender aquela chama fraquinha da sua auto-estima depois que alguém joga um balde de água fria nela?

3 passos pra frente e dois pra trás. Nadando, nadando, nadando sem sair do lugar.

E depois de tudo isso, a culpa de se sentir triste e deprimida diante de uma vida de privilégios brancos.