Insana. Não do tipo 'ala psiquiátrica', mas levemente descontrolada.
Os sentimentos vinham e iam na velocidade da luz e ela não conseguia digeri-los, entende-los.
As palavras saiam de sua boca incontrolavelmente, sem direção, sem sentido.
E quando o ouvido que as ouvia não entendera, talvez um grande alívio, talvez não.
Como era possivel ela se sentir assim, depois de tão pouco tempo, e tantos traços de personalidade que se desencontravam?
Até que ponto ir? Até que sentimento expressar, até que pensamento falar?
Duas mentes pensam melhor que uma, e na tentativa desesperada de controlar os danos, ela recorreu a ajuda de alguém não tão próximo, mas que estava no caminho de ser.
Foi chegada a conclusão de que o problema não era O QUE falar e sim QUANDO falar.
Antes de tudo ela temia falar o que pensava com medo de não ouvir uma resposta sincera.
Insegurança, antes de mais nada.
E como tudo na vida, era necessária a espera. A espera da intimidade, espera do momento certo de dizer, de fazer.
Mas ela odeia esperar.
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