segunda-feira, 24 de novembro de 2008

patética.

daquelas que você olha e tem dó. patética.
você não consegue entender porque ela fala as coisas que fala e faz as coisas que faz.
[pensa as coisas que pensa]
ela não vê quão ridículo é?!

masoquista. será prazer o que ela sente quando vê [intencionalmente] aquelas coisas que ela não devia estar vendo/procurando? ou seria só dor?
como ela poderia se sentir inferior ao que ela não acha ser superior? curioso.
talvez ela não seja inferior. mas porque será que é assim que ela se sente, toda vez?

medo.
medo de não ter aquilo. ou não ter tão forte. tão intenso.
medo tal que ela já havia sentido, mas sempre de dentro pra fora e nunca de fora pra dentro.

era dor. era incontrolável. inevitável. e totalmente opcional.
totalmente abandonável. mas no momento ela não desejava abandonar.
só o que se podia fazer era aproveitar todos os momentos imensamente calorosos e apaixonantes, fingir que a dor secundária não estava ali, ignorar todos os indícios de fracasso, e esperar.
odeio incerteza.


porque tão conciente?

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